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  • Foto do escritorRedação

Projetos da frente Skate Social acompanham palestra com Og de Souza, Vini Sardi e Nando Araújo


A Confederação Brasileira de Skate (CBSk) promoveu nesta quarta-feira (26), em parceria com a Associação Brasileira de Paraskateboard (ABPSK), o encontro online “Paraskate e Inclusão nos Projetos Sociais – Na Prática”. Esse foi o segundo diálogo realizado para os projetos mapeados pela frente Skate Social com a temática do paraskate.

O paraskatista Og de Souza, pioneiro da modalidade no mundo e fundador do projeto Nas 4 com Cristo, Vini Sardi, atleta do paraskate multicampeão com medalhas nos X Games, STU e Dew Tour, e Nando Araújo, outro importante atleta do cenário brasileiro do paraskate, foram os palestrantes do encontro. E no papo eles contaram sobre suas experiências com o skate e como está crescendo o número de paraskatistas no Brasil, com dicas para os novos praticantes da modalidade.

Og, Vini e Nando disseram que mais do que abrir portas, o skate literalmente tem o poder de mudar vidas. “Eu tinha muita dificuldade até em falar para as pessoas que eu tinha deficiência, na época da escola, e quando eu comecei a andar de skate isso mudou. São 11 anos andando de skate, 90% do meu círculo de amizades são do skate e posso dizer que o skate mudou a minha vida. Além de ser a minha válvula de escape, pois quando eu ando me sinto bem, ele traz autoestima, sonhos, vontade de evoluir”, disse Vini.

Og, que tem 40 anos no mundo do skate, foi na mesma linha: “O paraskate vai mais longe do que pensamos. Ele está tirando muito deficiente de casa. Eles estão vendo oportunidades de praticar um esporte radical e que dá uma imensa satisfação”.

Nando até se emocionou ao falar da importância do skate na sua vida. “Meus amigos me dizem que eu venci todas as barreiras, quebrei preconceitos. E ver o paraskate crescer como está crescendo me deixa emocionado”, disse.

E como o skate foi introduzido em suas vidas foi um tema que rendeu diferentes vertentes no papo entre os paraskatistas. Og queria o seu primeiro skate para diversão, mas logo viu nele um meio de transporte alternativo. “Eu já andava de muleta, só que onde eu morava começou a faltar tudo. Aí vi o pessoal andando de long, vi uma propaganda na televisão. Uma amiga então tinha um patins, eu cerrei o patins, fiz um shape de madeirite tipo peixe e esse foi meu primeiro skate. E todo mundo ia para uma ladeira e eu usava primeiro como meio de transporte, ia para a escola com ele. Depois comecei a descer a ladeira”.

Já para Vini e Nando, o primeiro contato com o skate foi por meio do lazer, no videogame, e logo a paixão como esporte despertou. “No meu caso o skate nunca foi meio de transporte, pois eu tinha as próteses. Ele (skate) entrou na minha vida para fazer manobra, algo diferente. E eu nunca tive ninguém que me ajudasse, mas amigos que me incentivavam. O paraskate é muito individual, temos que olhar alguém fazendo a manobra e aí eu adaptava para a minha situação”, comentou Vini.

Aulas de paraskate, como introduzir novos adeptos, equipamentos de proteção foram alguns dos assuntos conversados na palestra, que com a participação dos ouvintes virou um grande bate-papo sobre a modalidade. Incluindo ainda a importância de mostrar aos pais que skate é um esporte como outro é a primeira barreira a ser quebrada, segundo os palestrantes.

“Tenho 28 anos e apenas 20% de visão de uma vista e 0% na outra vista. Se a criança quer fazer um esporte radical, é conversar com os pais. É mostrar que o skate é um esporte como outro qualquer. Que ela, criança, é capaz de fazer”, falou Nando, que recordou que convencer sua família foi o primeiro grande obstáculo superado. Og, na hora, lembrou que para a experiência no começo ser melhor para todos, o uso de equipamentos de proteção é essencial para trazer confiança aos praticantes e maior tranquilidade aos familiares: “O equipamento salva e lhe dá segurança para a prática do skate ficar mais fácil”.

Formação de instrutores para o paraskate, a modalidade como esporte paralímpico e outros temas relevantes da modalidade foram debatidos por mais de 1 hora no evento, que no final com certeza foi uma noite de grande aprendizado para todos – palestrantes, ouvintes e organizadores.

No 1º encontro, que ocorreu no final do mês de setembro, o diálogo teve como foco principal as melhores maneiras de receber pessoas com deficiência. Dicas sobre o que dizer e o que evitar para manter constrangimentos e discriminações fora dos ambientes dos projetos sociais foram debatidos naquela oportunidade. Fonte: CBSK

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